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Treinos coletivos meio desastrados

A praia da Lagoinha, lá no fundo

A praia da Lagoinha, lá no fundo

Já fizemos três treinos coletivos para o Multisport. É legal porque facilita a logística para praticar mais de uma modalidade e também porque sempre vai uma turma. No primeiro, fizemos os trechos 3 e 4: corrida em dunas do Novo Campeche à Avenida das Rendeiras e depois uma horinha de caiaque na Lagoa. Nós e o Varela.

No segundo treino, fizemos o trecho de bike no Rio Vermelho e depois

Subindo a trilha da Lagoinha

Subindo a trilha da Lagoinha

a trilha que começa atrás do Engenho Eco Park e vai até Ratones. O problema é que as vespas não deixaram ninguém seguir além da metade. Todo mundo voltou. Um menino levou uma picada e eu levei OITO!

O terceiro treino foi no último final de semana. Fizemos com o Varela os trechos 1 e 2, os mais difíceis da prova. Para piorar a situação, o sol começou a nos castigar cedo. Largamos correndo na Armação, fizemos a trilha até a Lagoinha do Leste e depois subimos a trilha que vai até o Pântano do Sul. Lá pegamos as bikes para enfrentar o Morro do Sertão. As subidas nada modestas combinadas com o sol obrigaram quase todo mundo a parar para se hidratar – e recuperar as forças. Óbvio que não consegui pedalar tudo, mas as subidas que enfrentei já me deixaram satisfeita.

P2060126Na descida, para variar, levei um tombo e machuquei o joelho. Na hora, achei que tinha torcido o dito cujo, mas depois a dor acalmou e segui adiante, suja de sangue e “à milanesa”. Passamos o Ribeirão e logo ficamos sem água. Mas sol lá, firme e forte! O Diogo disse para eu e o Varela seguirmos e logo nos alcançou com as garrafas cheias de água “torneiral” para salvar nossas vidas. Chegamos ao Novo Campeche e depois voltamos à Armação, nosso ponto de partida. Fizemos uns 10 km de trilha e 46 km de bike.

Socorro, que calor!

Socorro, que calor!

GPS novo, hummm!

GPS novo, hummm!

Férias suadas. E divertidas!

Lá embaixo, a praia da Tainha

Lá embaixo, a praia da Tainha

Passamos as férias em Canto Grande, Bombinhas. Quando eu era pequena, íamos quase todos os anos para aquela praia, mas eu ainda não havia colocado os pés lá depois de me render à corrida.

Macaquice no Morro do Macaco

Macaquice no Morro do Macaco

Chegando lá, para cada canto que se olhasse, dava vontade de fazer alguma coisa. E assim foi: corremos, fizemos trilhas, pedalamos, remamos e até caminhamos. Acho que não houve um dia em que ficamos parados.

A praia de Canto Grande tem faixa de areia larga e dura, boa para correr. Quando não estava lotada, era ótima para treinar. Emendando com a praia da Conceição, que fica ao lado, dava uns 11 km, ida e volta. Não fizemos treinos muito longos, no máximo 12 km, mas foram bons. O tempo também ajudou. Nada de sol forte, exceto em um treino matinal pelas estradas de areia que tivemos que abreviar por conta do mormaço – os 8 km pareciam 16.

Atenção: onde está o lanche?

A caminho da Tainha

Também fizemos pela primeira vez a trilha que dá na praia da Tainha. Curtinha, mas muito bonita, ela vai contornando a costa e a vista é sempre maravilhosa.

Canto Grande vista de cima

Canto Grande vista de cima

Só é triste ver as construções irregulares que se multiplicam naquele paraíso. Depois de passear pela Tainha, voltamos pela estrada que a liga à praia da Conceição. O morro não é fraco: tem uns 200 metros de altura. Como eu tinha machucado o tornozelo no pedal do dia anterior, fizemos os 8 km caminhando.

Para não perder o costume, também subimos o Morro do Macaco, com cerca de 150 metros de altura, que é um mirante para toda aquela região. A trilha é bem curtinha, coisa de 1 km. Sempre vale a pena subir pelo visual.

No topo do morro da Tainha

No topo do morro da Tainha

Mas o destaque foram as pedaladas. Essa região tem vários morros para quem

A caminho da Cobrinha de Ouro

A caminho da Cobrinha de Ouro

gosta de queimar as pernas nas subidas. Também por isso (e porque lá tudo é muito perto), os treinos não foram longos: fomos até Quatro Ilhas, até a praia da Tainha e até Bombas e Zimbros. O morro da Tainha foi o maior desafio. É íngreme e cheio de valetões, o que exige bastante técnica com a bike. Pedalei legal morro acima, mas entre a ida e a volta fiz umas 3 ou 4 paradas forçadas porque me desequilibrei. Ficamos de desafiar o morro de novo, mas acabou não acontecendo. Fica para a próxima visita!

Entre um treino e outro, aproveitei para dar umas boas caminhadas na praia com a minha mãe.

Será que a água estava boa?

Será que a água estava boa?

E andamos de caiaque! Fui num duplo com a minha mãe: ela descobriu como é legal remar e eu descobri que não é tão fácil ficar atrás!

Já em Floripa, aproveitamos o restinho das férias para pedalar em Santo Amaro, perto da cachoeira Cobrinha de Ouro. Colocamos as bikes no carro e começamos na estrada que sai da BR 101, logo depois do pedágio. Descobrimos muitos lugares legais para pedalar: estradas de terra, vilas, morros e trilhas. Fizemos 40 km e, na volta, nos refrescamos na cachoeira. Nada mais apropriado para aliviar o calorão.

Qual é a sua meta?

Medo: nem imagino o que me espera!

Medo: nem imagino o que me espera!

Na virada de 2007 para 2008, estávamos reunidos para comemorar o ano novo num local próximo à Av. Gama D’Eça e corremos até a Beira Mar para conseguir ver a queima dos fogos a tempo. Chegamos meio atrasados e calculo que tenhamos virado o ano correndo pela rua. Lembro da cena: estávamos eu, o Diogo e o primo dele com a namorada. Eu de salto e vestido, correndo “pulandinho”, segurando a saia. Coincidência ou não, foi em 2008 que comecei a correr.

Mal sonhava eu naquela virada que eu terminaria o ano com algumas provas no currículo, até mesmo uma corrida de aventura! Coisas que nunca imaginei tentar fazer, muito menos conseguir fazer.

Chegou 2009, melhorei tempos, aumentei distâncias, fiz provas diferentes e também me machuquei pela primeira vez. Mas nada acontece por acaso e essa lesão que encostou meus tênis por cerca de um mês também me “amadureceu” um pouco. Pesquisei, aprendi muita coisa, “inventei” uma espécie de “fisioterapia” para os tornozelos, comecei a caprichar mais nos cuidados, respeitar mais os limites do meu corpo, incluí mais bike nos meus treinos e até posso dizer que, hoje, me conheço melhor do que ontem.

Para 2010, minha meta está traçada há algum tempo: quero fazer o DesaFrio na categoria solo. Este ano, fiz dupla com o Diogo: ele subiu 25km nas montanhas geladas de Urubici e eu desci. Foi a melhor prova do ano! Em 2010, quero tentar enfrentar os 50km sozinha. Vamos ver o que dá, até porque nunca corri nem uma maratona. Mas se fosse fácil, não seria uma meta. Como o medo chegou no mesmo momento em que tomei essa decisão, já comecei a treinar. Bom, essa é uma das metas que tenho para o ano que está chegando. Para a corrida, está de muito bom tamanho (talvez até maior do que deveria)!

Que 2010 seja um ano de muitas conquistas para todos!

Expedição “Andarílhica”

Antes da largada

Antes da largada

Diogo, Anastácio, o Capitão Hélio e eu formamos um quarteto para a Sul Brasilis de Floripa. Nos inscrevemos para Expedição e eu fiquei bem preocupada quando soube que teríamos que fazer uma travessia longa. Com mais vontade do que medo, encarei a prova no dia 21 de novembro.
Chegamos cedo à Lagoa para termos tempo de largar as bikes no trapiche do Rio Vermelho, arrumar os equipamentos e plotar o mapa, tudo com calma. Mas depois de alguns minutos tentando entender os mapas, o Diogo e o Hélio perceberam que um deles estava errado. Tínhamos um da Aventura e um da Expedição. Aí, corre para plotar o outro, plastificar, pegar todos os equipamentos e ir para a largada.PB210017

Largamos de caiaque, na Avenida das Rendeiras. O Hélio e o Anastácio tiveram dificuldade para “pegar o jeito” com o duck, mas remamos por uns 3 km e chegamos à trilha da Costa da Lagoa. Lá, começava o trekking. Tínhamos que encontrar pelo menos um dos três PCs virtuais escondidos nas trilhas dos morros da costa. Foi difícil achar a subida certa da trilha. A maioria delas atravessava um rio duas vezes (era o que procurávamos), mas muita coisa não batia com o mapa. Depois de muito vai-e-volta, subimos uma trilha mais escondidinha porque imaginamos que a prova PB210028não teria caminhos muito óbvios. Logo, a trilha sumiu e continuamos seguindo um cano de água (!). Escalamos uma cachoeira e paredões de pedra, varamos mato cheio de unha-de-gato até que resolvemos desistir daquele caminho.
Descemos alguns metros, demos de cara com uma trilha e começamos a subi-la. Chegamos a uma bifurcação, pegamos a direita e seguimos em frente. Mas o caminho só subia e subia, e nada de encontrarmos qualquer coisa. O Anastácio sumiu na frente, mas voltou sem novidades.

Subiiiiiindo!

Subiiiiiindo!

Voltamos, pegamos a esquerda na bifurcação e respirei aliviada quando encontramos algumas equipes descendo. Subimos, subimos e encontramos outra bifurcação, que acreditávamos ser a que tanto procurávamos. Indo para a direita, encontraríamos um PC virtual e, seguindo pela esquerda, acharíamos o outro. Como a equipe podia se dividir nessa parte, eu e o Hélio pegamos a direita para procurar uma pedra com a pichação MARA mais um horário e o Diogo e o Anastácio foram à esquerda procurar o que estava escrito em outra pedra, num mirante.
Se estivéssemos na trilha certa, eu e o Hélio deveríamos encontrar a PB210036tal pedra “Maaaara” em 20 minutos, no máximo. Seguimos por quase 40 minutos, vasculhamos cada centímetro das malditas pedras grandes do caminho e nada. Também percebemos que algo estava errado, já que a trilha não ia na direção que era para seguir.
Voltamos à bifurcação frustrados. Com 4 horas de prova, não tínhamos encontrado nem o PC2. O Hélio concluiu que os dois PCs estavam para o lado em que os outros tinham ido e disse que, se eles fossem espertos, iam trazer os dois. Foi o que aconteceu. Esperamos uns 20 minutos, o suficiente para começar a passar frio e servir de banquete para os mosquitos e, de repente, eles PB210044chegam com a boa notícia! Depois de imaginar a equipe voltando pra casa pela trilha, me senti na prova de novo.
Descemos a toda, esquiando nos barrancos, ansiosos para descobrir onde começava a trilha que só encontramos na metade do caminho. Ela saía atrás de uma casa!
Seguimos costeando a Lagoa no sentido Norte e, de repente, encontramos o Varela e o Cesinha, que decidiram seguir conosco.
A próxima etapa era a tão esperada travessia. Encontramos um ponto

Com o Varela e o Cesinha

Com o Varela e o Cesinha

bem em frente ao terminal lacustre, colocamos os tênis num saco e entramos. Logo no começo a Lagoa não dava mais pé. Comecei a nadar de frente e vi que não ia dar muito certo. As pernas cansavam demais e dava agonia ver que a coisa não rendia. Tentei de costas e vi que era bem mais tranquilo. Então engatei um nado estilo “perereca desajeitada” e fui em frente. Com cerca de 15 minutos de água, o Hélio começou a passar mal e a ficar com câimbras. Logo o Anastácio também disse que estava com câimbra, mas não parecia tão apavorado. O Cesinha, então, em um ato heróico, rebocou o Hélio por mais da metade do trecho. Depois voltou e rebocou o Anastácio. Saímos da Lagoa felizes, pensando que nada acontece por

Antes da travessia

Antes da travessia

acaso. Segundo o Hélio, se não fosse o Cesinha, ele não teria atravessado a Lagoa. Só temos a agradecer por tanto esforço e pelo espírito de equipe do salva-vidas-anjo-da-guarda que encontramos no caminho!
Levamos cerca de 50 minutos para atravessar 1 km (medi no Google Earth). O Cesinha deixou a prova e o Varela seguiu com a gente. Pegamos as bikes e começamos a procurar os PCs, todos virtuais ou com picotadores, escondidos pelas trilhas do Rio Vermelho.
Dividimos a equipe de novo. Eu, o Hélio e o Anastácio pegamos o PC7 e o PC8 e o Diogo e o Varela pegaram o 11. Eles não acharam o PB2100726, então tínhamos que ir atrás de mais um, porque pelo menos quatro eram obrigatórios. Paramos as bikes na estrada, o Diogo e o Hélio seguiram por uma trilha, já no escuro, e voltaram com o problema resolvido.
Agora, tínhamos que pegar a porcaria da estrada de areia fofa do Moçambique até a próxima AT. Fomos até lá sabendo que levaríamos corte. Se não chegássemos lá tarde, faríamos um trekking de mais ou menos 5 km para pegar dois PCs, um nas dunas e outro na trilha da Ponta das Aranhas.
Demos meia volta no final do Moçambique, pegamos a maldita estrada de novo, chegamos ao

Acabou!!

Acabou!!

asfalto e voltamos para o terminal lacustre. De lá, era preciso remar até a chegada. Eu estava a fim de seguir em frente enquanto nos deixassem, até porque não estávamos cortados, mas o Hélio e o Anastácio preferiram voltar de bike. Voltamos pelo asfalto e chegamos com 9h54 de prova.
Minha primeira expedição foi show e deixou um gostinho de quero mais! Fiquei feliz porque foi a primeira vez que terminei uma corrida de aventura sem estar exausta. Estava cansada, mas se tivesse que fazer mais 3 horas de prova, acho que não teria grandes problemas, até porque já tinha me preparado psicologicamente para isso. E os Andarilhos foram demais! Não vejo a hora de fazer a próxima! Sem cortes, de preferência! :-)

Pedal com o Capitão

PB150904Na sexta-feira corri 6km levinhos e no sábado fiz o último treino de corrida longo antes da Sul Brasilis. Foram 15km enquanto o sol fritava meus miolos…
No domingo, o Diogo e eu fizemos um pedal com o Capitão. Passamos às 8h na casa dele, pegamos o morro da Lagoa, o da Mole e o da Barra da Lagoa. Depois, percorremos a estrada geral do Rio Vermelho, que estava maravilhosa para pedalar. Apesar do calor que fez naquele dia, tinha sombra e um ventinho super agradável. Pegamos então um morro de estrada de terra (o do Mountain Do), que foi o mais puxado. Logo no começo da subida, as bikes patinavam nas pedrinhas, então era preciso pedalar rápido e com força ao mesmo tempo.
A trilha terminou, pegamos o asfalto e saímos ao lado do Ilha Shopping. De lá, voltamos para casa pelo asfalto. Fizemosem 54km em 2h50. Foi o último treino pra valer antes da Sul Brasilis. Agora, é só esperar até sábado!

Dois dias de prova com as mesmas pernas

Saímos de casa às 5h30 rumo ao nosso primeiro Desafio Praias & Trilhas. A prova é uma ultramaratona que começa na praia da Caieira, no extremo Sul da ilha, e vai até Ponta das Canas, no Norte. São dois dias de corrida, 84km de praias e trilhas, como o próprio nome diz. Como não somos ultamaratonistas, formamos um trio misto com o Varela. O Capitão Hélio, o Rafael, a Taty, o Anastácio e o Tiago encararam o desafio sozinhos. Antes da largada, já vimos que um forte vento nordeste nos faria companhia naquele dia.

Só deu Andarilha na prova!

Só deu Andarilha na prova!

1º dia – 24/10/09

DIOGO
O Varela fez o primeiro trecho, de 17 km, até o Pântano do Sul. Chegou bem, em 2h20.

Larguei em frente ao bar do Arante. Fui com o pensamento de não forçar, pois estava me recuperando da canelite. Depois de 5 minutos, entrei na trilha da Lagoinha do Leste com a seguinte estratégia: correr no plano, em subidas e em descidas leves; andar forte nas subidas maiores e, nas descidas íngremes, ir no ritmo da canelite (que, para me deixar angustiado, era praticamente andando).
Na subida do morro passei o Tiaginho (categoria solo), a Tati (categoria solo), uma garota da nossa categoria e mais umas 8 pessoas. Na descida, tive que me controlar para não forçar e acabar aumentando a lesão. Mesmo assim, consegui passar mais umas 6 pessoas.
Na praia da Lagoinha, com o sol a pico, começou um forte vento contra que, para minha surpresa, como num passe de mágica, virou a favor na metade da praia.
Já trilha de Matadeiro, o vento contra voltou com uma força impressionante. Era tão forte que, nas rajadas, ficava difícil me equilibrar e, várias vezes, tive que mudar o trajeto na trilha para não me “estabacar”. Nessa trilha usei a mesma estratégia anterior, já que “em canelite que não está doendo, não se mexe!”
Novamente, para minha surpresa, consegui passar várias pessoas. E o mais incrível aconteceu: no final da trilha de Matadeiro, alcancei o Pina (categoria solo). Eu estava tão descrente em alcançá-lo que foi ele, na minha frente, que me viu. Ele queria dar passagem, mas achei mais prudente acompanhá-lo até o final da minha etapa, que levou 9,8 km em 1h16min.

CINTHIA

Diogo chegando ao lado do Ironman andarilho

Diogo chegando ao lado do Ironman andarilho

A praia da Armação é linda, mas só consegui ver uma faixa estreita de areia fofíssima e sentir o vento contra. Tentei fazer a praia correndo, perto da água, mas não deu. Tive que alternar corrida com caminhada, dando uma forçadinha sempre que as pernas se recuperavam. Isso foi suficiente para me desanimar logo nos 3 primeiros quilômetros dos 15 que eu tinha pela frente. Para completar, o estômago estava virado.
Um corredor brincou: “O que você está fazendo aqui, menina? Podia estar em casa assistindo Sílvio Santos, ou no salão, fazendo a unha!” Dei um sorriso amarelo e pensei como era bom estar lá e não ter que passar o sábado assistindo TV. E se o cara soubesse o tamanho da paciência que eu tenho para ir até o salão fazer a unha, nem falaria isso…
Fui seca até um guarda-sol, achando que era a organização sinalizando para pegar a estrada, mas era só uma mulher se bronzeando. Tinha que correr até o final da praia mesmo. Só quando cheguei vi que os dois pontinhos que estavam lá eram o Diogo e o Varela. Me deram água para jogar na cabeça, mas joguei tudo pra trás. Não caiu uma gota em mim!

Final da praia da Armação, ufa!

Final da praia da Armação, ufa!

Depois da Armação tinha um pedacinho de asfalto e logo começava o Morro das Pedras, outra praia maravilhosa e com uma maldita faixa estreita e inclinada de areia fofa. Ah, o vento continuava. Foram mais uns 4 km até chegar ao Campeche, onde, por uns 3 km, a areia deu uma trégua e ficou mais dura. Mas logo a coisa amoleceu e inclinou de novo e assim foi até a Joaquina.

Aos poucos, mesmo enjoada, fui empurrando power gel e água. Eu ia “conversando” comigo: “Só um golinho, vai”; “Isso, agora um pouco de gel”; “Vamos trotar um pouquinho?”… E por aí foi.
Ao longo do caminho, dois homens passaram por mim (por que parecia que o pé deles não afundava tanto quanto o meu?) e eu passei cinco. Um deles, a 3 km do final, pediu água. Dei uns goles para ele e segui em frente, afinal minha água também estava acabando, sem falar nas pernas. Parecia que eu tinha duas facas nas coxas.
Cheguei ao final da Joaquina com 2h03 de prova e sem saber como estaria no dia seguinte. Tirei os tênis e a mochila e entrei no mar gelado.
Fechamos o primeiro dia com 5h44, 3º lugar na categoria, com duas equipes na nossa cola.

2º dia – 25/10/09

DIOGO
Minha largada foi na Barra da Lagoa. Nessa altura, depois de saber que estávamos em terceiro lugar e que uma garota de outra equipe que estava atrás na classificação tinha a pretensão de tirar a diferença que havíamos colocado no dia anterior, mudei completamente a estratégia. Em vez de correr no limite da canelite, passei para o limite do meu orgulho, que está bem acima da minha frequência cardíaca.
Larguei uns 20 segundos depois da dita cuja e, para “estudar o adversário”, fiquei uns 2 minutos atrás dela. Logo depois comecei a puxar o ritmo. A areia estava quase perfeita para correr e não tinha vento, então aumentei gradativamente o ritmo até uns 5min15s/km. Nessa altura, a garota já tinha ficado para trás. Agora o objetivo era correr o mais rápido que pudesse para entregar o “bastão” para a Cinthia com a maior vantagem possível.
Então as coisas começaram a mudar: a areia da praia começou a ficar mole, molhada e inclinada. Deu para notar que tinha começado a praia do Moçambique. Comecei a conversar com meu “eu interior” e convencê-lo de que era possível correr naquelas condições, ou pior, que estava fácil correr. Acho que sou bom nisso, pois só caminhei três vezes, duas para comer powergel e uma quando o mar me obrigou a passar por um atoleiro absurdo.
No final da praia de Moçambique a areia começou a ficar dura e o vento a favor. Resolvi puxar o ritmo, pois a subida da trilha da Ponta das Aranhas fatalmente teria muita lama e impediria qualquer tentativa de correr. Cheguei aos 4min21s/km e, por incrível que pareça, um cara passou voando do meu lado.
Na subida da trilha não deu outra: era lama pura e não dava para correr. Consegui manter um bom ritmo, ultrapassei o “animal” que havia me passado no sprint e mais uns dois rapazes. Nessa trilha eu realmente desabei morro abaixo.
Ao chegar à praia do Santinho, como a areia estava dura e o vento a favor, novamente imprimi o ritmo de 4min21s/km, mas o desgraçado do “animal” me ultrapassou mais uma vez.
Terminei o trecho de 14,9km em 1h39min. Muito abaixo das 2h que eu havia colocado como meta. Comi e tentei dormir bem no dia anterior, mas acordei com as coxas mais travadas ainda. O estômago tinha piorado e o tradicional “desarranjo” pré-prova também. O que me consolava era que teria que correr só 10,3km, mas logo no aquecimento vi que não seria fácil fazer aquilo com as coxas queimando de ácido lático.

CINTHIA

Varela, depois das dunas da Joaquina

Varela, depois das dunas da Joaquina

Quando vi o Diogo chegar tão cedo, me empolguei tanto que a dor nas pernas sumiu. Terminei a praia em 7min40seg. Depois vieram uns 2 km de trilha com 170 metros de elevação. Caminhei fortinho nas subidas, apesar de a dor das pernas ter voltado, e larguei bem na descida. Terminei a trilha com 28 minutos de prova e comecei a praia dos Ingleses, que estava “corrível”. Tentei manter um ritmo razoável apesar do peso das pernas e, ao final dos 5km de praia, somava 58 minutos. Aí veio a última trilha. Ela não subia muito, mas tinha trechos perigosos. Depois de embarrar os tênis, era preciso enfrentar pedras de costão. A certa altura encontrei uma pedra impossível de subir. E agora, José?(1)
Por sorte, o cara que estava atrás me deu uma empurrada meio torta, ralei as pernas na pedra, abri um ângulo inimaginável com as pernas, cavoquei as mãos no chão e subi. Tentei achar um apoio para as pernas e estendi a mão para o “anjo da guarda” subir. Ele também quase se matou e eu arranjei forças pra ajudar a puxar o cara. Até agora acho que subimos pela pedra errada porque não era possível ter algo tão alto e complicado no caminho.

Diogo chegando à praia do Santinho

Diogo chegando à praia do Santinho

Seguimos em frente, tirei uma distância dele e logo veio outro costão. As pedras eram inclinadas e algumas estavam lisas. Nem sempre dava pra imaginar um lugar para passar logo de primeira. Fui seguindo as setas e, a certa altura, subi meio deitada, meio de quatro para me sentir segura. O pior foi chegar lá em cima e encontrar uma bifurcação sem sinalização alguma nas redondezas. Segui pra ver se encontrava alguma coisa, mas nada. “Pronto, errei o caminho e vou ter que descer a pedra lisa”. E agora, José?(2)
Voltei uns 100m, fiquei parada pensando “onde foi que eu me enfiei?”, já imaginando o resgate vindo me buscar à noite. Olhei para baixo e vi o “anjo da guarda” escalando a pedra lisa. Perguntei se era para cima ou para frente e ele disse que achava que era para frente. “Beleza, não estou mais sozinha. Na pior das hipóteses, seremos dois perdidos”, pensei. Fui em frente e, uns 200 metros depois, vi outra flechinha. Ufa!
Depois ainda levei um tombo, bati o joelho numa pedra e o “anjo da guarda” me passou. No final da trilha virei o pé esquerdo e levei outro tombo. As pernas não respondiam como deviam.

Muita potência na chegada!

Muita potência na chegada!

Terminei a trilha e ainda tinha uns 300m na Praia Brava. O Diogo veio me encontrar e correu ao lado, me incentivando. Cheguei, vi o Varela, que ia fazer os próximos 6,7km até Ponta das Canas, e deitei no chão. Fechei o trecho em 1h32. Me impressionei quando vi que levei meia hora pra fazer o trecho de costão, mas pelo menos cheguei inteira!
Fechamos o segundo dia com 5h44min – o mesmo tempo do dia anterior! Ficamos em 4º lugar. Para a estreia, foi perfeito!

Travessia Anitápois – Urubici (05 – 07/09)

A bota de GORE TEX!!! no Cânion Despraiado

A bota de GORE TEX!!! no Cânion Despraiado

Vínhamos de uma semana com tempo estável e ensolarado. Porém, na semana da travessia, o tempo era incerto: previsões otimistas e outras pessimistas. A previsão ficou incerta até o dia da viagem, mas 3 dias antes já havíamos decidido que iríamos com o tempo que fosse. Então, na quinta feira, saí para comprar minha bota com GORE TEX. Todos disseram que eu era louco, que tinha que usar pelo menos uma semana a bota para me acostumar com ela, mas isso eu só iria saber no final.

No sábado, dia da travessia, já comecei bem: errei o horário do despertador e acordei com o Dariva me ligando. Minutos depois foi a vez do Pina. Levantei correndo, me vesti, peguei a mochila, um sanduba e saí como um desesperado para a casa do Pina. Após 17 minutos estava eu lá. Peguei ele e o irmão e fomos para a casa do Jacó, pois eu havia esquecido de pegar a estrutura da mochila. Resultado: 25 minutos de atraso e o Anastácio indignado comigo (com toda a razão).

Então começamos a empreitada até Anitápolis. Chegamos à cidade após 2h de viagem de van. Lá, paramos na frente de uma pousada onde dividimos melhor a comida. Veio aí minha primeira surpresa. Devido ao meu atraso, metade da comida de todo o grupo foi posta na minha mochila e o que já estava pesado ficou mais pesado ainda.

Partimos da pousada até o pé da serra em uma kombi e uma toyota que o Adriano conseguiu com o prefeito. Foram mais 2h dentro do carro. Chegando ao pé da serra, o Willian, o Adriano e o Tiago, que tinham ido na toyota com todo o material, começaram a dizer que meu isolante térmico tinha caído do carro. Quando eu já estava conformado com a hipótese de ficar sem o isolante, o Willian me aparece com a cara mais lavada do mundo dizendo que era brincadeira. Quase que eu mato o desgraçado (hahahahah).

Inicio da Travessia, todos os integrantes reunidos..

Inicio da Travessia, todos os integrantes reunidos..

Hora do rango... O carreteiro delicioso...

Hora do rango... O carreteiro delicioso...

Às 11h30 começamos a subida da serra, que normalmente é feita em 45 min, mas, como estávamos em 14 pessoas com mochilas pesadas, levamos cerca de 1h45. Com o tempo melhor que a mais otimista das previsões, dava para sentir que o passeio seria inesquecível. A paisagem era de cinema. Até parecia que não estávamos no Brasil e sim nos Alpes. Ao término da subida, já no planalto, paramos para fazer um lanche e nos despedimos de dois integrantes (Flávio e a esposa) que só iriam até ali. Mais 2 horas de caminhada e encontramos o lugar perfeito para o acampamento – perto de um rio, com terreno plano e sem pedras. Às 16h30 estávamos com o acampamento montado, então fomos tomar um banho de rio. Depois, veio a hora do rango, e que rango! O Dariva fez seu consagrado carreteiro que, multiplicado pelo fator faminto… acho que dá para imaginar como estava! Depois do rango, veio a segunda surpresa do meu atraso: tive que lavar a louça de quase todo mundo… A essa altura, a fogueira já estava acesa. Ficamos conversando até umas 21h e depois fomos dormir.

A lua estava linda (Foto: Sérgio)

A lua estava linda (Foto: Sergio)

O frio tave grande (5º), mas a fogueira tava maior ainda

O frio tava grande (5º), mas a fogueira tava maior ainda

O dia da maior caminha...
O dia da maior caminha…

No domingo, acordei às 6h e, aos poucos, os outros foram acordando. Tomamos café da manhã e às 10h já estávamos prontos para o nosso segundo dia. Esse seria o mais longo da viagem. Para aumentar ainda mais o peso da minha mochila, o Dariva fez o favor de colocar parte da barraca nela. Agora sim ela estava realmente pesada. E a comida que eu estava carregando era para a janta do segundo dia!

Eu era responsável pelo GPS. Os pontos foram passados pelo Willian, e vale uma ressalva: quem tem o Willian como guia não precisa de GPS; ele é o CARA (hahahaha). Resolvemos desviar o caminho para deslumbrar uma cachoeira. Escondemos as mochilas para seguirmos mais leves e rápidos, já que voltaríamos pelo mesmo caminho. Que vista!

Cachoeira do Rio Canoas

Cachoeira do Rio Canoas

Após aproximadamente 7h30min de caminhada, com algumas paradas (uma delas para o almoço, quando a chuva, em uma rápida e leve garoa, deu o ar da graça), chegamos a nosso segundo ponto de parada: o Cânion do Espraiado. Esse foi, sem sombra de dúvidas, o ponto alto da travessia. A vista é indescritível; me senti insignificante diante da magnitude da natureza. Ali perto, novamente encontramos um local perfeito para o acampamento, perto de um rio. Esse, sim, tinha uma água fria que doía até a alma, mas eu e uns poucos loucos tivemos coragem de tomar banho. Começamos a montar o acampamento por volta das 17h. A essa hora, todos já estavam loucos para comer a próxima refeição. Dessa vez, o cardápio era farofa com carne e linguiça. Mas se fosse para eleger qual das refeições estava mais saborosa… acho que o carreteiro ganharia com uma pequeníssima vantagem.

Cânion Espraiado (Foto: Sérgio)

Cânion Espraiado (Foto: Sérgio)

Cânion Espraiado (Foto: Sérgio)

Cânion Espraiado (Foto: Sérgio)

Nascer do sol no Cânion Despraiado

Nescer do sol no Cânion Despraiado

Na segunda-feira acordei bem cedo para ver o nascer do sol e admirar o cânion mais uma vez. Novamente me impressionei com a imensidão e a beleza dele. Às 9 horas, com o Anastácio fazendo contagem regressiva, partimos para o final da caminhada e já comecei a sentir saudades de tudo que havia passado. O trajeto durou cerca de 3h30. Às 12h30 chegamos ao destino final, a pousado do Corvo Branco. Ficamos esperando a van até às 14h30. Enquanto isso, a chuva chegou pra valer e nos acompanhou em todo o caminho até Florianópolis. Enfim em casa, mas já pensando na próxima…

Semana curta, mas deu pra fazer tudo

Feriado, viagem, semana mais curta, a gente acaba matando um treino ou outro. Mas dei uma espremida nas atividades, matei um pouco de musculação e deu certo. Semana passada, 34k de bike na segunda, 8k de corrida na quarta, 25k de bike na quinta e 15k de corrida na sexta.

Esta semana começou na terça com um pedal de 30k. Na quinta, saí pra correr 8k depois de tomar uma xícara de leite com cereal e um danoninho. Como eu estava com muita fome, achei que o estômago ia dar conta de tudo rapidinho.

Tudo maravilhoso até o segundo quilômetro, mas a partir daí comecei a passar mal e por muito pouco não vomitei. Meu ritmo foi pras cucuias e cheguei ao quarto quilômetro correndo só  por teimosia. Tive que dar uma caminhada para deixar o estômago trabalhar e depois voltei bem. Por mais que a gente saiba que não pode fazer certas coisas, só quando sente no estômago é que aprende mesmo…

No sábado (ontem), estava aquela porcaria de chuva. Eu, que sou CDF com treinos e fico de consciência pesada quando mato algum, nem estava com tanto remorso assim de ficar em casa. Mas dessa vez o Diogo, que havia viajado e estava com a quilometragem da semana zerada, me encheu o saco até que eu troquei de roupa. Mesmo assim, a preguiça que dava em ver a chuva era maior que eu. Mas quando o Diogo disse “tudo bem, eu vou sozinho”, já comecei a me imaginar na chuva. Comi 5 biscoitos Negresco (sempre funciona quando dá preguiça – pesa na consciência e dá um plus na energia) e fui.

A chuva estava forte no final da tarde, mas assim que o corpo todo encharcou (coisa rápida), meu humor começou a melhorar. Fomos até o fim da Beira Mar, passamos o Centro Sul, a Prainha, pegamos a Beira Mar Sul até o final, voltamos, entramos no Pantanal e viemos para casa. 30km e média de quase 21km/h. Tirando os primeiros 10 minutos, foi bem legal!

Hoje, finalmente, a chuva deu uma trégua. A cama não deixou a gente levantar cedo para correr com o Hélio na praia, então acabamos saindo meio dia para 15k na Beira Mar mesmo. Foi bom, pelo menos para mim, já que estou me recuperando. Fiz em 1h26min45seg, média de 5min45seg/km. O Diogo fez um pouco menos. Missão da semana cumprida!

Final de semana que vem quero começar a treinar para o Praias & Trilhas e aumentar um pouco a quilometragem. Na outra, quero ver se volto a correr três vezes por semana.

Canelite… (Acho que descobri o problema)

caneliteTenho exame para faixa verde do Krav Magá no Rio de Janeiro final do ano. No exame, sou obrigado a correr 3km em menos de 14 min. Assim, resolvi incluir tiros de 3km no meio dos meus treinos. O primeiro tiro corri em 12min53s. Daí por diante foram mais 3 tiros. O último deles fiz em 12min12s. Foi aí que a canelite começou a doer, e forte.

Em um belo dia de trabalho, encontrei meu amigo Rafael Pina e comentei com ele sobre os tiros e sobre a canelite. Foi aí que ele me alertou. Disse que eu estava fazendo o tiro muito forte, em outras palavras: ERRADO! Ele explicou que o tiro deve ser baseado a partir de um treino forte de 5 ou 10 km, mas daqueles que terminamos inteiros, sem lesões ou dores. Com base neste ritmo é que estipulamos os ritmos dos tiros. Ou seja, não é para ir até colocar os bofes para fora.

Por exemplo, no meu caso, corro 10 km a um ritmo de 5min10s/km. Assim, meu tiro de 3 km deveria ficar em torno de 4min45s a 4min55s/km.

Valeu, Pina, pela dica! Iron Man é Iron Man… Devemos respeitar e aprender o máximo com eles!

Um passo de cada vez

Ufa, está tudo bem!

Ufa, está tudo bem!

Com tênis novo e tornozeleira no pé, um pouco de medo, mas muita vontade de treinar, coloquei as pernas para funcionar no dia 5 de agosto. Fiz 8k leves e foi estranho, principalmente porque o tênis é bem diferente do anterior. Mas não piorei depois da corrida. Bom sinal.

Repeti a dose dos 8k naquela semana e já forcei um pouquinho mais. Na semana seguinte, mais dois treinos leves de 8k (um deles na lindíssima orla de Aracaju!). Tudo com pouca ou nenhuma dor e alternado com 2 treinos de bike semanais.

Semana passada fiz um treino de 10k e outro de 12k mas, para atrapalhar, peguei uma virose que me deixou molenga. Ontem arrisquei um mais forte e fiz 10k em 55′30”. Os dois primeiros km foram acima de 6′/km (estou aquecendo bastante antes de apertar o passo) e os outros na média de 5′25″/km. O Diogo fez um tiro de 3km em 13 minutos no meio porque está treinando para o exame de faixa do Krav Magá.

Ontem também fui ao ortopedista. Raio-x da perna direita e uma notícia que me tranquilizou – não estou com fratura por estresse. O médico disse que a musculatura e o alongamento estão bons e me liberou para correr 2 vezes por semana, por enquanto. Mas nada de provas em, pelo menos, 40 dias. Acho que daqui a um mês consigo voltar a correr três vezes por semana.

Resumo da ópera: devo estar no caminho certo. Tênis adequado, gelo, pilates, muito alongamento, musculação caprichada para fortalecer tornozelo, canela e panturrilha, nada de treinar com dor e muita paciência para dar um passo de cada vez.

Aprendi algumas lições com essa brincadeira…